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TEMAS ATUAIS

Temas indispensáveis à formação de uma sociedade crítica e democrática

Trabalho com questões políticas em sala de aula: um ato de respeito e tolerância às diferenças

Trabalho com questoes politicas na sala de aula

O Brasil vem enfrentando um momento político e econômico muito delicado. Esse cenário de instabilidade já afeta os lares de milhares de brasileiros, devido ao aumento do desemprego e a recessão da economia. Mas, além da atual crise, outro fator vem se tornando motivo de debates: a intolerância as opiniões distintas.

Nos últimos meses, basta abrir os jornais e, principalmente, as redes sociais para se deparar com uma série de discussões, acusações e ofensas entre pessoas com opiniões políticas diferentes.  Esses comportamentos de intolerância são compartilhados diariamente com as crianças e os jovens, já que boa parte deles se mantém conectados à internet todos os dias.

A escola e os educadores precisam estar antenados a esses fatos, que contribuem fortemente na formação ética e moral dos alunos. Vejamos a seguir como o trabalho com questões políticas em sala de aula ajuda os estudantes a serem tolerantes às diferenças e reconhecerem o seu papel na sociedade.

Conscientização e respeito

Diante desse cenário político, a escola, em parceria com as famílias, precisa compartilhar com os estudantes a real função da política em um país, mostrando que durante toda a história da humanidade houveram divergências de opiniões, mas que a sabedoria está em justamente respeitar o posicionamento do outro, sendo ele diferente ou não.

Abordar a política em sala de aula é algo extremamente importante para que os alunos se apropriem dos seus deveres e direitos como cidadãos, bem como conheçam a função de cada um dos seus representantes políticos.

No entanto, para os educadores, esse é um tema complexo de ser desenvolvido, já que é necessário estimular a conscientização política entre os estudantes e, ao mesmo tempo, se manter “neutro” e reagir de modo imparcial em todos os questionamentos dos alunos.

A professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Silvia Colello, em entrevista a Revista Nova Escola, comenta sobre a importância de um comportamento adequado por parte dos educadores ao debater sobre política com os alunos. “A escola tem função educativa, e não eleitoreira. Ela não pode servir como local de divulgação ou manipulação dos projetos políticos”, conclui.

Fortalecendo o conceito de comunidade

As crianças e os jovens que hoje estão nas escolas serão os responsáveis pelo futuro do país, por isso, é muito importante que eles consigam conviver bem em comunidade, respeitando o próximo e as suas diferenças. Nesse sentido, as instituições de ensino têm um papel importante, já que contribuem para o desenvolvimento da cidadania nos alunos.

De acordo com o professor Mário Sérgio Cortella, da Pontifícia Uni­versidade Católica de São Paulo, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, a ideia de comunidade deve ter um lugar central no debate nas escolas brasileiras. “As instituições erram quando tentam impor esse assunto (política). O importante é aprender as noções de comunidade e vivenciá-las na prática.”

Seguindo essa concepção, a escola, por meio de atividades que coloquem os alunos em ação, os envolvendo em contextos autênticos, consegue trabalhar de forma efetiva o conceito de comunidade e cidadania. As eleições dos representantes de classe, por exemplo, é uma ótima oportunidade para os estudantes, desde pequenos, exercitarem habilidades e compreenderem questões de cidadania, além de ampliar o senso crítico, a observação e a análise de pontos positivos e negativos a serem considerados na escolha e na atuação de um líder na sociedade.

ONE COMMENT

  • Felipe Cerruti de Carvalho disse:

    esse colégio me ensinou muito mais do que respeitar as diferenças , me ensinou a aprender com as diferentes culturas . quando comecei a estudar no marupiara , logo em sua inauguração em 1999, a escola mostrava diversas coisas da cultura japonesa , que eu praticamente não conhecia , e também ouvia muito os alunos , por exemplo , eu , em 99 , na terceira série , poderia me queixar com a coordenação , diretoria ou admistração , e era ouvido.
    Não sei como está hoje , mas já almocei com a “tia” da cantina ao meu lado e o diretor (Armando o nome do diretor à época) todos com suas obrigações e direitos respeitados.
    O colégio Marupiara formou o Homem que sou hoje. Pena não ter tido a oportunidade de fazer o ensino médio ai. tendo em vista que no ano não haveria o número de alunos necessário para tal.
    acredito que o problema político que temos hoje no país eh por falta de respeito de culturas e opiniões diferentes. algo que aprendi nesse colégio maravilhoso.
    um grande abraço ao Adaílton e Juarez (porteiros) Severino (zelador) Paula (funcionária da secretaria) entre tantos outros , como os professores como Manoel (geografia) Ricardo (artes) e Elaine (coordenadora em 99 e professora em 2000) , Mariê (diretora) e seus pais , os quais infelizmente não recordo o nome e os coordenadores Mocca , falecido à pouco e Marina.
    Vocês fizeram parte da minha formação e a minha gratidão é gigantesca.
    Um grande abraço com muito carinho Felipe Cerruti de Carvalho, aluno do marupiara entre 1999 e 2004 , com muito orgulho!

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