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Um dos maiores desafios da pandemia: afastar avós de netos

avos a distancia

Neste momento, os extremos da sociedade sofrem como o isolamento. Saiba como lidar com crianças e idosos e o que fazer para diminuir um pouco a saudade

As visitas à casa dos avós pararam de acontecer desde que o Coronavírus apareceu por aqui. Crianças acostumadas com aquele chamego da vovó e as brincadeiras do vovô sofrem com essa distância. Ao mesmo tempo, a alegria dos netos que enche cada cômodo desapareceu da vida de quem mais precisa de atenção neste momento.

No entanto, não dá para vacilar, pois os idosos são os mais afetados pela doença, com chances de desenvolver os sintomas mais fortes. As crianças, até agora, estão no grupo de assintomáticos ou de casos leves e, por isso mesmo, é fundamental evitar o contato físico dos avós com os netos. Por quanto tempo? Não se sabe ao certo. A sociedade aguarda ansiosamente por uma vacina.

Como explicar esse afastamento físico para esses dois grupos? Mais do que falar em restrições (não pode ver, não pode abraçar, não pode beijar), trate o assunto como uma prova de amor. Essa deve ser a lógica: “é justamente porque eu te quero vivo o máximo de tempo possível perto de mim que eu me afasto de você neste momento”.

Percebe a mudança? O que antes era um ato egoísta (eu quero ver, eu preciso abraçar, eu beijo, sim, e daí?) torna-se um ato empático. É preciso estar claro para todos que a distância não é capaz de diminuir o amor recíproco entre avós e netos.

O peso do papel de cada um

A participação dos avós na criação dos netos, quando possível, traz uma série de benefícios a todos os envolvidos. Netos que têm um bom laço emocional com seus avós são mais bondosos, generosos e com menores taxas de doenças mentais no futuro. Também aumentam o desempenho escolar, a autoestima, a inteligência emocional e a capacidade de fazer ou manter amigos.

Se os ganhos já são grandes para os netos, imagine para os avós! Em uma fase da vida em que já não existem mais tantos compromissos sociais, os idosos têm a oportunidade de contribuir com suporte funcional, como buscar de vez em quando na escola ou ficar com os netos para que os pais saiam. Pesquisas apontam que esse grupo têm mais saúde psicológica e menos depressão do que quem não faz isso.

O fato de cuidar dos netos dá aos mais velhos uma sensação de significado, identidade e finalidade, especialmente quando eles já deixaram de trabalhar. Um artigo publicado originalmente no site Considerable.com revela que 72% dos entrevistados acham que “ser avô/avó é a coisa mais importante e satisfatória na sua vida” – citando esse papel como mais relevante que viagens ou segurança financeira.

O que fazer neste momento?

Além das chamadas de vídeo e dos áudios trocados pelos aplicativos de mensagens, é possível estar presente de outra maneira. A seguir, leia algumas sugestões:

Árvore genealógica – esse é um bom tempo para mexer em fotos e recordar momentos. Para reforçar os vínculos e ajudar as crianças a entender e interpretar a história da família, que tal montar uma árvore genealógica. Visualmente, fica mais fácil de os netos saberem quem foram os pais dos avós e até os avós dos avós. Aproveite para contar o que eles faziam, de onde vieram, quantos filhos tiveram etc.

Culinária afetiva – sabe aquela receita que só o vovô ou a vovó sabem preparar? Peça que eles preparem e vá buscar na porta da casa deles. As memórias também são construídas e reforçadas pela gastronomia. Depois que todos degustarem a iguaria, ligue para eles e agradeça pelo carinho e por matar a saudade daquele gostinho gostoso.

Visitas a distância – aproveite esse momento para um encontro a distância (sem abraços e beijos). Peça para que os avós fiquem na janela (para quem mora em casa) ou na porta do hall social (para quem mora em prédio). Garanta a segurança de todos ficando a distância. Durante esse tempo de pandemia, todos mudaram. Certamente, os cabelos dos vovôs e das vovós estão diferentes. As crianças também cresceram de tamanho e se desenvolveram.

Diário de bordo – prepare um diário. Pode ser virtual ou mesmo escrito. Isso vale para os idosos, mas também para os netos. Peça para os avós escreverem o que está acontecendo sob a ótica deles e quais são os sentimentos. As crianças podem escrever também ou apenas ilustrar seus diários com lindos desenhos.

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