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TEMAS ATUAIS

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Pactos de boa convivência: professor no papel de tutor

Pactos de boa convivência - professor no papel de tutor I Marupiara

O trabalho dos professores envolve orientação e acompanhamento diário dos alunos e, além do árduo processo de ensino, significa formar valores que ultrapassam os muros da escola. Muitas instituições de ensino optam pela escolha de um professor que tenha características de tutor. O intuito disso é aproximar a relação do docente com um determinado grupo de alunos.

Nesta concepção, a função de professor-tutor é a de acolher seus alunos, auxiliar na construção de suas relações afetivas baseadas em atitudes que respeitem os interesses, sentimentos, valores e ideias, possibilitando criar um clima harmonioso e saudável para o processo de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento completo do estudante. Muitas vezes, o professor-tutor acaba se tornando, também, o elo de comunicação entre a família e a escola, já que possui uma percepção fora do ambiente familiar e, em oportunidades como as reuniões de pais, podem sugerir novos meios de contornar dificuldades que possam interferir na vida escolar, no desenvolvimento ou mesmo na rotina familiar do aluno.

A forma tutorial de se levar à reflexão

Segundo as autoras Rheta De Vries e Betty Zan, do livro A Ética na Educação Infantil: O Ambiente Sócio Moral na Escola, o conflito é um contexto importante para o desenvolvimento de estratégias de negociação pelas crianças e para o entendimento interpessoal que elas refletem.

E é isso que a relação próxima entre o aluno e o professor permite: problemas diários dentro e fora da escola sendo debatidos em sala de aula, servindo para promover a reflexão e levá-los a mudar essas atitudes que geram conflito, seja com os colegas, professores ou familiares. O professor deve atuar como mediador ao ouvir os alunos e os estimular a buscar soluções; a colocar-se no papel do outro; além de ajudá-los a restaurar um determinado relacionamento.

Para trabalhar esse conceito não é necessário dar aulas e aulas destinadas à tutoria. O que pode ser feito por qualquer instituição de ensino é destinar alguns minutos do horário escolar para que os alunos compartilhem suas histórias, sentimentos e ideias, praticando continuamente o ato de escuta e exercitar o respeito pelo próximo.

O combinado que compensa!

A tutoria não é apenas estabelecida em diálogos diários entre professores e alunos, sua estruturação contempla uma importante ferramenta de reforço e definição de pontos a serem seguidos por todos no dia a dia: os chamados combinados ou regras, como eram conhecidos antigamente.

É muito importante os alunos terem claros os seus direitos e deveres na convivência escolar. Mas para que isso não se tornem regras exaustivas é interessante que os alunos participem do momento da escolha do que pode ou não ser realizado na escola.

Sendo assim, é apropriado que cada turma, com a mediação do seu professor, estabeleça um pacto para um bom convívio social, que se traduz numa lista de boas práticas e regras a serem respeitadas por todos. Com os itens acordados e aceitos pela classe em uma espécie de contrato, os alunos celebram o modo que todo o grupo, conforme as diretrizes estabelecidas, deve seguir.

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