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TEMAS ATUAIS

Temas indispensáveis à formação de uma sociedade crítica e democrática

Quais são os benefícios de estimular a autonomia das crianças desde a infância?

 

autonomia para as criancas

Os bebês e as crianças são dependentes dos pais para muitas coisas. No início, os pais ajudam em praticamente tudo, alimentação, higiene e até no brincar. No entanto, é interessante que, com o passar do tempo, a autonomia infantil seja desenvolvida, pois ela representa uma condição imprescindível para a construção da personalidade da criança, permitindo que, futuramente, ela possa resolver conflitos de forma crítica e assertiva.

Segundo o Referencial Curricular Nacional, a autonomia é “a capacidade de se conduzir e de tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, a perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro”.  Sendo assim, saber se vestir, se alimentar e guiar os próprios  cuidados de higiene são exemplos de autonomia infantil, que, aos poucos, tornam a criança competente para atuar no mundo em que vive.
A autonomia não está apenas relacionada a habilidade de fazer as coisas por si mesmo, mas, também, está diretamente ligada ao desenvolvimento da consciência moral, possibilitando que os indivíduos façam escolhas, tomem decisões e busquem por seus sonhos e desejos.

Por ser tão importante para a formação integral do aluno, a autonomia precisa ser estimulada em casa, pelos pais, e também na Educação Infantil, com o acompanhamento dos educadores. A seguir, listamos alguns dos principais benefícios em formar crianças autônomas. Confira!

 

Autonomia em casa

Muitos pais, na ânsia de cuidar e de proteger seus filhos, acabam não permitindo que a criança passe no dia a dia por situações que ajudam a promover a autonomia. Dependendo da idade, a mudança de alguns hábitos é interessante para que o filho comece a ter mais liberdade em sua rotina. Ensinar a criança, a partir de dois anos, a se alimentar sozinha, a pedir água quando sentir sede ou ir ao banheiro quando tiver vontade são hábitos recorrentes na vida dos pequenos e que muitos pais acabam interferindo e não dando autonomia para que eles realizem essas ações sozinhos.

Esse estimulo da autonomia em casa ajudará a criança a se adaptar mais rapidamente quando ingressar na escola, pois ela já sabe como guiar as suas próprias necessidades sem que um adulto precise estar a todo o momento presente. Claro que nessa faixa etária a presença dos educadores e pais enquanto a criança come, bebe ou vai ao banheiro, por exemplo, é importantíssima, já que elas precisam ser supervisionadas para que fiquem em total segurança.

 

Internalização de regras e hábitos

De acordo com os estudos do cientista suíço, Jean Piaget, a criança tem raciocínio diferente dos adultos e a inserção de regras, valores e símbolos acontece de forma gradual, até que se alcance a maturidade psicológica.

Segundo Piaget, nos primeiros anos de vida, as crianças conferem legitimidade as regras e valores determinados pelos adultos, já que elas mantêm vínculos afetivos com eles – especialmente pais e educadores. Nesse sentido, somente quando a criança domina a chamada moral autônoma é que ela conquistou a maturidade necessária para compartilhar regras e discuti-las com as outras pessoas.

Por isso, durante toda a Educação Infantil, é importante encorajar o aluno a realizar pequenas ações individuais e estimulá-lo a se socializar com os colegas. Nesta etapa, é muito importante explicar todas as ações de cuidado e valorizar quando a criança expressar suas preferências. Outro ponto importante para que os pequenos internalizem os hábitos e as regras da escola é demonstrando insatisfação quando a criança tiver uma atitude diferente das regras e combinados estabelecidas com o grupo, assim ela perceberá que o comportamento que teve não foi adequado para aquele ambiente.

 

Cidadãos conscientes

Com o passar todos anos, as crianças vão aprimorando cada vez mais a autonomia, principalmente sobre a capacidade de fazer escolhas. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, “o exercício da cidadania é um processo que se inicia desde a infância, quando se oferecem às crianças oportunidades de escolha e de autogoverno”.

Diante dessa realidade, pais e educadores que centralizam as decisões estão, na verdade, impedindo que a criança desenvolva aprendizagens relacionadas a identidade e a autonomia. Para a terapeuta ocupacional Lara de Paula Eduardo, em entrevista ao portal Educar para Crescer, “estimular uma criança a fazer suas próprias escolhas é diferente de deixá-la mandar”, explica a especialista.

Por isso, atividades como a organização da sala de aula ou dos brinquedos em grupo, com cada aluno ocupando uma função, proporciona momentos importantes para o desenvolvimento da autonomia e da socialização, despertando nas crianças a consciência de que todos nós temos que exercer o nosso papel de cidadãos na sociedade, começando em casa e na escola.

 

 

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