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Alunos e redes sociais: Essa combinação é possível na escola?

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As crianças e os jovens que hoje estão em fase escolar já nasceram na chamada “Era Digital” e não conhecem o mundo sem o uso das tecnologias. No dia a dia desses estudantes, dispositivos como tablets e smartphones são itens essenciais para que eles consigam se manter conectados e interagindo com seus colegas, reais e virtuais.

Diante desse panorama, as redes sociais são o principal atrativo para os nativos digitais. De acordo com a pesquisa Digital in 2016, da We Are Social, o Facebook e o Whatsapp são as mídias mais utilizadas pelos brasileiros. O Facebook lidera o ranking com 103 milhões de usuários no país. Já o aplicativo de troca de mensagens instantâneas, Whatsapp, é utilizado diariamente por 30% da população.

Esse comportamento cada vez mais enraizado vem mudando, também, a relação das instituições de ensino com as tecnologias. Mas, a combinação alunos e redes sociais atrapalha o desempenho escolar? Os colégios devem proibir o uso desses recursos na sala de aula? É possível unir as redes sociais ao processo de ensino-aprendizagem?

Para esclarecer essas e outras dúvidas, desenvolvemos o artigo a seguir que aborda a relação entre alunos, escola e redes sociais. Confira!

Proibição X Conscientização

Com a presença cada vez mais frequente dos dispositivos móveis dentro do ambiente escolar, pais e educadores lidam todos os dias com a seguinte dúvida: proibir o uso de celulares na escola ou conscientizar os alunos para o uso adequado?

Há leis estaduais que proíbem o uso dos aparelhos em sala de aula em instituições públicas de ensino. Mas há muitos debates sobre a efetividade dessa proibição. Quando pensamos em uma educação de excelência, logo associamos com um processo de ensino-aprendizagem que leve em conta as vivências dos alunos, tornando o ato de aprender mais significativo e próximo da realidade dos jovens.

Sendo assim, proibir a utilização dos smartphones e redes sociais no colégio abre um grande abismo entre a realidade que a criança e o jovem vive em casa com a que lhe é oferecida na escola. É por isso que um dos grandes desafios da educação do século XXI é o de ensinar os estudantes os momentos adequados de utilizar o celular na escola, enfatizando que em algumas ocasiões é necessário deixar o dispositivo de lado e focar sua atenção na aula.

Escola, alunos e redes sociais, é possível uma união a favor da aprendizagem?

Como abordado anteriormente, a melhor alternativa não é proibir o uso dos celulares e redes sociais em sala de aula, pois essa restrição acaba criando um afastamento da realidade em que vivem os alunos. No entanto, a tarefa de conscientizar os jovens sobre o momento certo de utilizar esses recursos não é nada fácil.

Por isso, uma alternativa interessante e igualmente complexa é a de integrar essas ferramentas ao processo educacional. As mídias sociais podem, por exemplo, serem incorporadas como uma plataforma para a troca de informações e aproximação do professor com os alunos. Porém, para que os estudantes entendam que os objetivos dessas ferramentas mudam um pouco dentro do ambiente escolar, é importante que os professores definam regras e combinados para o uso desses dispositivos na escola. Essa aproximação com o cotidiano dos estudantes ajuda a criar um elo de confiança entre os jovens e os educadores, além disso, os problemas de uso inadequado de celulares e redes sociais na escola passam a ser cada vez mais pontuais e deixam de comprometer o progresso da aula.

Mas, para chegar a esse consenso, é necessário que os professores estejam preparados. De acordo com o especialista em mobile learning e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Marcos Alexandre de Melo Barros, em entrevista ao jornal Estadão, o uso de celular na escola deve passar, primeiro, por uma formação do educador. “É importante preparar esse professor para ver o aparelho como aliado. O aluno pode pesquisar e coletar informações específicas da aula. Como hoje acabam usando o aparelho para brincadeiras, sem contexto educacional, fica mais fácil proibir”, explica o especialista.

Para que a combinação alunos, escola e redes sociais seja saudável e promova uma aprendizagem significativa, é necessário empenho e formação dos educadores. Na tarefa de conscientizar os alunos, os pais também têm um papel importante e podem trazer esse tema para ser conversado em casa.

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